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3 de outubro de 2014

Pink, minha primeira peludinha



A primeira peludinha que peguei para criar foi Pink, uma cadelinha da raça Shih-tzu. 
Apaixonei-me por aquela bolinha de pelos, logo à primeira vista. 

Era uma filhotinha linda, com um estranho focinho achatado, os olhos grandes e a pelagem castanho avermelhado com branco. Mas, tem uma personalidade muito forte, arredia e a pessoa a quem ela parece menos gostar é de mim. Eu deveria ter observado o gênio raivoso dela na primeira vez que a peguei no colo, e ela ficou rosnando. Na minha inexperiência com cães, não percebi que estava escolhendo uma cadelinha que não corresponderia meu desejo de ter um bichinho que gostasse de colo, de afagos e, principalmente, gostasse de mim. 
Logo no primeiro banho que dei em Pink, ainda uma filhotinha de 50 dias, levei uma mordida na mão, ao pegar a orelhinha dela para protegê-la com algodão. Fiquei chocada! Não entendia a agressividade dela comigo.
Sim. Pink não abocanhava nem mordia nenhuma outra pessoa, mesmo que a pusesse no colo. Seu mau humor era exclusivo comigo. Todavia, nunca ficava longe de mim. Se eu me levantasse para qualquer coisa, ela me seguia pela casa, parecia minha sombra.

Pink com 5 meses de idade
O curioso é que Pink fazia festinhas para todas as pessoas que me visitavam, era doida por gente, ao ponto de me fazer passar por vexames, quando saia para passear com ela. Nesses momentos, logo que ela via uma pessoa na calçada, ficava fazendo gracinhas na frente de desconhecidos que, nem sempre gostavam de cachorros, ou se assustavam com o avanço dela, aos pulinhos, balançando o rabinho com tanto ímpeto que parecia uma dança. 

Essas festinhas só fazia para mim, quando eu voltava da rua. Mas, se a pegasse no colo, logo rosnava e esperneava para ser posta no chão. Nunca conseguia tê-la no colo, como tanto queria. O máximo que conseguia era tê-la ao meu lado no sofá. Então podia acariciá-la, escovar seu pelinho (ela adorava as escovadas), sem ouvir aquele incômodo rosnado e sem levar abocanhadas.


O curioso é que quando a levava ao consultório da veterinária para tomar as vacinas, ela era posta sobre a mesa dos exames. Neste momento, ela ficava de pé, com as patinhas no meu ombro, cheia de medo. Aí, eu aproveitava para abraçá-la, cheirá-la, dar montes de beijinhos, sem ouvir nenhum rosnado. Nesses momentos, eu sentia que ela me aceitava e sentia a minha proteção e amparo. Confiava em mim. 
Era estranha a relação dela com meu genro, parecia que o escolhera como dono e amigo, pois se deixava pegar ao colo, ficava deitada sobre a barriga dele dorminhando sob os afagos dele. 
Mesmo geniosa e agressiva comigo, eu adorava minha filhota peludinha, embora me entristecesse a agressividade dela comigo. Dar banho nela era uma guerra, com seguidas abocanhadas, rosnando o tempo todo, algumas vezes mordendo e tirando sangue dos meus dedos. Eu ralhava com ela, não demonstrava medo e continuava dando o banho. Mas, era estressante demais...

Era inteligente, logo aprendeu a fazer suas necessidades no lugar certo, nunca sujando o apartamento. Eu punha uns tapetinhos higiênicos na área de serviço, ensinava a fazer xixi sobre ele... Foi um surpreendente sucesso. Ela saia correndo para o tapetinho sempre que se sentia apertada ou com vontade de defecar.  

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